Acordei mas não consegui abrir os olhos. Sentia cheiro de grama molhada, de árvore. Lutei alguns segundos e pousei minhas mãos sobre o chão. Estava deitada na grama. Abri os olhos e vi um céu azul sem ao menos uma nuvem. Fui olhando para os lados com a visão ainda embaçada, vi apenas campo. Tentei gritar e minha voz não saiu. Comecei a levantar e estava tonta. Comecei a lembrar de que a ultima vez em que eu estive acordada foi no corredor em um momento de pânico.
O que estava acontecendo?
Sai correndo em direção aos sons que eu ouvia, provavelmente de uma estrada engarrafada. Quando cheguei tive certeza de que era uma interminável estrada engarrafada. Bati na janela do carro mais próximo, uma mulher de meia idade baixou o vidro e abriu um sorriso falso.
- Oi, tudo bem? – Ela foi simpática, mas tinha certo pânico em sua voz.
- Oi, o que está acontecendo? – Tentei não parecer desesperada.
- Um acidente de carro, pelo que parece... Um casal... Tão jovens... Eu sempre digo para meu marido, que cuide da estrada... Hoje em dia... Nunca se sabe... – As pausas na fala dela me irritavam de modo que eu não conseguia raciocinar. O que eu estava fazendo naquele meio do nada? O que estava acontecendo? Fui raptada? Acidente? Casal? Comecei a ficar tonta de novo. A mulher do carro percebeu.
- E você querida... O que aconteceu?
- Eu... não... sei... – E dessa vez quem teve pausas estúpidas na fala foi eu!
Resolvi ir ver o acidente que estava a poucos metros de mim. Cheguei e um policial me olhou, e eu nunca vi um policial vestido daquela forma na minha cidade. Em todo caso, resolvi saber o que estava ocorrendo.
- O que aconteceu?
- Cortaram a frente de um caminhão, estavam ultrapassando. – O policial continuou falando, mas eu não pude ver mais nada, a não ser um menino correndo – e chorando – em direção aos pais mortos no chão de asfalto. Eu conhecia aquele rosto, aquele cabelo, aquela roupa. Eu conhecia aquele menino, pois eu o conheci no Starbucks dias atrás. Quase que involuntariamente gritei:
- James! É você? James! Me responde. – E tudo foi escurecendo de novo. E eu fui ficando tonta. E as imagens foram se desfazendo a minha frente. Eu não conseguia me mover, nem gritar. Até que tudo ficou escuro.
Acordei dessa vez no banheiro da escola, sentada em cima de um vaso sanitário fechado. Desta vez meu despertar foi com um susto, quase que com um grito. Sai de lá o mais rápido que pude e fui para o corredor. Enquanto estava lá ouvi o som da batida e vi todos voltando para suas salas. Quando cheguei a minha – 30A – e olhei para o relógio estava na hora de voltar do intervalo. Joseph veio correndo em minha direção:
- Por onde você andava? Te esperei no almoço, Becky.
- Eu tive um problema estomacal. – Isso causou risadas histéricas do Joseph.
- Me diz uma coisa, você conhece um cara chamado James?
- Conheço dois aqui da cidade.
- Descrição, por favor.
- Um é ruivo, magro, pelo o que eu lembro. – Não era o James que eu precisava. - E o outro meio moreno, acho que alto meio alternativo. – Isso!
- Tem facebook? Whatsapp? Algum contato?
- Calma aí Becky, qual o interesse?
- Fala, porra.
- Não, sei que ele trabalha na Fashion’s.
- Aquela loja feminina?
- Sim! Você viu que o colega novo já matou o resto da aula, que bonito...
- É, pois é. Cade a Chloe?
- Não veio, por quê?
- Porque eu e ela vamos às compras hoje.
- Alguma ocasião especial? – Joseph às vezes parecia gay.
- Não, vamos comprar na Fashion’s.
O que estava acontecendo?
Sai correndo em direção aos sons que eu ouvia, provavelmente de uma estrada engarrafada. Quando cheguei tive certeza de que era uma interminável estrada engarrafada. Bati na janela do carro mais próximo, uma mulher de meia idade baixou o vidro e abriu um sorriso falso.
- Oi, tudo bem? – Ela foi simpática, mas tinha certo pânico em sua voz.
- Oi, o que está acontecendo? – Tentei não parecer desesperada.
- Um acidente de carro, pelo que parece... Um casal... Tão jovens... Eu sempre digo para meu marido, que cuide da estrada... Hoje em dia... Nunca se sabe... – As pausas na fala dela me irritavam de modo que eu não conseguia raciocinar. O que eu estava fazendo naquele meio do nada? O que estava acontecendo? Fui raptada? Acidente? Casal? Comecei a ficar tonta de novo. A mulher do carro percebeu.
- E você querida... O que aconteceu?
- Eu... não... sei... – E dessa vez quem teve pausas estúpidas na fala foi eu!
Resolvi ir ver o acidente que estava a poucos metros de mim. Cheguei e um policial me olhou, e eu nunca vi um policial vestido daquela forma na minha cidade. Em todo caso, resolvi saber o que estava ocorrendo.
- O que aconteceu?
- Cortaram a frente de um caminhão, estavam ultrapassando. – O policial continuou falando, mas eu não pude ver mais nada, a não ser um menino correndo – e chorando – em direção aos pais mortos no chão de asfalto. Eu conhecia aquele rosto, aquele cabelo, aquela roupa. Eu conhecia aquele menino, pois eu o conheci no Starbucks dias atrás. Quase que involuntariamente gritei:
- James! É você? James! Me responde. – E tudo foi escurecendo de novo. E eu fui ficando tonta. E as imagens foram se desfazendo a minha frente. Eu não conseguia me mover, nem gritar. Até que tudo ficou escuro.
Acordei dessa vez no banheiro da escola, sentada em cima de um vaso sanitário fechado. Desta vez meu despertar foi com um susto, quase que com um grito. Sai de lá o mais rápido que pude e fui para o corredor. Enquanto estava lá ouvi o som da batida e vi todos voltando para suas salas. Quando cheguei a minha – 30A – e olhei para o relógio estava na hora de voltar do intervalo. Joseph veio correndo em minha direção:
- Por onde você andava? Te esperei no almoço, Becky.
- Eu tive um problema estomacal. – Isso causou risadas histéricas do Joseph.
- Me diz uma coisa, você conhece um cara chamado James?
- Conheço dois aqui da cidade.
- Descrição, por favor.
- Um é ruivo, magro, pelo o que eu lembro. – Não era o James que eu precisava. - E o outro meio moreno, acho que alto meio alternativo. – Isso!
- Tem facebook? Whatsapp? Algum contato?
- Calma aí Becky, qual o interesse?
- Fala, porra.
- Não, sei que ele trabalha na Fashion’s.
- Aquela loja feminina?
- Sim! Você viu que o colega novo já matou o resto da aula, que bonito...
- É, pois é. Cade a Chloe?
- Não veio, por quê?
- Porque eu e ela vamos às compras hoje.
- Alguma ocasião especial? – Joseph às vezes parecia gay.
- Não, vamos comprar na Fashion’s.