27.1.15

Capítulo XXVIII.

Quando comecei a beijar Brian minha visão começou a escurecer e eu conhecia aquela sensação. O mundo abrindo aos meus pés. Tentei agarrar-me  a ele para ver se aquela sensação parava. Não adiantou.

Acordei com uma tremenda dor de cabeça, olhei em volta e estava aparentemente em um banheiro. Aparentemente porque mais parecia um quarto. Havia algumas pessoas deitadas e um cheiro ruim que eu não sabia decifrar naquele momento. Fui me levantando e caminhei em direção à porta, abri com cuidado e sai. Finalmente ar puro.
Fui procurando algum rosto conhecido, mas lembrei de que na festa da Meggy eu realmente conhecia poucos. Decidi ir para casa, já que minha cabeça ainda doía e tudo a minha frente girava.
Quando cheguei em casa, fui direto para meu quarto e dei falta de um detalhe importante: meu celular.
- Droga. Droga. Droga. – Fiquei dizendo por minutos enquanto procurava algum remédio para dor de cabeça. Quando finalmente achei, desci até a cozinha para beber água e encontrei minha mãe sentada a mesa cheia de papéis.
- Oi. – Disse.
- Oi filha, como estava a festa? – Minha mãe sabia que passaria a noite fora, apesar de ter sido difícil convence-la. Ela achava que eu estava doente por conta dos apagões.
- Estava boa. Quer dizer, Meggy sempre faz festas ótimas! – Sorri tentando parecer normal.
- Amor, eu dei uma olhada nos seus exames, os peguei hoje pela manhã. Tudo pareceu perfeitamente normal! Levaremos ao médico na segunda-feira, mas acredito que esteja tudo bem, querida.
- Que bom. – Não sabia se aquela informação era boa. Eu tinha realmente alguma coisa, e se os exames não mostrassem nada, não haveria diagnóstico, e, portanto não haveria cura. – Que bom mãe. Vou ir para casa da Meggy ajudar com a bagunça, beijos.
Sai quase correndo para pegar meu celular, não que eu fosse ter alguma ligação importante, mas era uma questão quase de necessidade. Quando eu deixei a casa de Meggy a porta estava aberta, então para entrar não foi difícil. Só precisei girar a maçaneta. Fui procurar meu celular no último lugar que me lembro de estar. A cozinha.
- Onde está essa droga? – Falei alto comigo mesma.
- Tá falando do seu telefone? – Uma voz masculina atrás de mim disse, e eu dei um pulo de susto.

Eu conhecia aquela voz. Quando virei tive certeza, corri para seus braços e abracei James.