Quando
comecei a beijar Brian minha visão começou a escurecer e eu conhecia aquela
sensação. O mundo abrindo aos meus pés. Tentei agarrar-me a ele para ver se aquela sensação parava. Não
adiantou.
Acordei
com uma tremenda dor de cabeça, olhei em volta e estava aparentemente em um
banheiro. Aparentemente porque mais parecia um quarto. Havia algumas pessoas
deitadas e um cheiro ruim que eu não sabia decifrar naquele momento. Fui me
levantando e caminhei em direção à porta, abri com cuidado e sai. Finalmente ar
puro.
Fui
procurando algum rosto conhecido, mas lembrei de que na festa da Meggy eu
realmente conhecia poucos. Decidi ir para casa, já que minha cabeça ainda doía
e tudo a minha frente girava.
Quando
cheguei em casa, fui direto para meu quarto e dei falta de um detalhe importante:
meu celular.
-
Droga. Droga. Droga. – Fiquei dizendo por minutos enquanto procurava algum
remédio para dor de cabeça. Quando finalmente achei, desci até a cozinha para
beber água e encontrei minha mãe sentada a mesa cheia de papéis.
-
Oi. – Disse.
-
Oi filha, como estava a festa? – Minha mãe sabia que passaria a noite fora,
apesar de ter sido difícil convence-la. Ela achava que eu estava doente por
conta dos apagões.
-
Estava boa. Quer dizer, Meggy sempre faz festas ótimas! – Sorri tentando
parecer normal.
-
Amor, eu dei uma olhada nos seus exames, os peguei hoje pela manhã. Tudo
pareceu perfeitamente normal! Levaremos ao médico na segunda-feira, mas
acredito que esteja tudo bem, querida.
-
Que bom. – Não sabia se aquela informação era boa. Eu tinha realmente alguma
coisa, e se os exames não mostrassem nada, não haveria diagnóstico, e, portanto
não haveria cura. – Que bom mãe. Vou ir para casa da Meggy ajudar com a
bagunça, beijos.
Sai
quase correndo para pegar meu celular, não que eu fosse ter alguma ligação
importante, mas era uma questão quase de necessidade. Quando eu deixei a casa
de Meggy a porta estava aberta, então para entrar não foi difícil. Só precisei
girar a maçaneta. Fui procurar meu celular no último lugar que me lembro de
estar. A cozinha.
-
Onde está essa droga? – Falei alto comigo mesma.
-
Tá falando do seu telefone? – Uma voz masculina atrás de mim disse, e eu dei um
pulo de susto.
Eu
conhecia aquela voz. Quando virei tive certeza, corri para seus braços e abracei
James.