Cheguei
em casa 06h30minh da manhã, consegui deitar antes que meus pais tivessem
acordado. Meu coração ainda pulava dentro do meu peito e eu não conseguia parar
de sorrir. Tudo com James havia sido tão perfeito, e eu me sentia nas nuvens.
Logo
que cheguei em casa ele me chamou para conversar.
“Chegou
bem gatinha?”
“Cheguei
sim, e você?”
“Eu
estou me arrumando para ir trabalhar.”
“Nossa,
vai parecer um zumbi.” Eu disse.
“Quase
isso hahaha Vou deixar você dormir, beijos.”
“Beijos”
Mesmo
que James tivesse me “deixado” ir dormir, não consegui. Passei horas me
revirando na cama
...
Era
domingo e eu passei o dia lendo e comendo porcarias. Não conversei mais com
James desde então, o que de fato me preocupava. Estava no meu quarto e ouvi meu
celular tocar. Número desconhecido.
-
Alô. – Eu disse.
Houve
um silêncio e comecei a ouvir alguém chorando.
-
Alô! Quem tá falando? – Eu disse em tom assustado.
-
Becky? – A voz estava longe e eu não conseguia reconhecer, sabia apenas que era
um homem.
-
Sim. Quem está falando?
-
Você é amiga da Meggy? – A voz continuava estranha para mim, comecei a pensar
que era algum tipo de pegadinha.
-
Era. Quem tá falando? – Comecei a ficar irritada.
-
Me ajuda. Desculpa, Becky. Eu... Eu não queria... – A voz era desesperada e
chorava.
-
O que está acontecendo? Exijo respostas! – Eu disse.
A
voz continuou chorando e eu praticamente gritei ao telefone:
-
Isso é uma pegadinha? Não tem graça, não tem! Vou desligar se você não me
disser o que está acontecendo.
-
A Megan corre perigo. – A voz ficou mais irritada, havia parado de chorar.
Tinha um tom ameaçador.
Quando
tentei continuar falando, a ligação foi finalizada. Comecei a entrar em pânico,
suava frio e não sabia o que fazer. Ouvi uma batida na porta e dei um pulo na
minha cama.
-
Filha, você estava gritando ao telefone. Está tudo bem?
-
Sim, está. – Minha voz não era muito convincente, mas foi o melhor que
consegui.
Minha
mãe saiu e eu resolvi ir procurar Megan. Sentia que algo estava errado. Prendi
o cabelo em um rabo de cavalo, coloquei um short jeans rosa e uma blusa de
flores, uma sapatilha vermelha e sai.
O
apartamento em que Meggy morava não era muito longe de minha casa, cerca de uma
quadra de distância. Fui andando, cheguei e toquei o interfone.
Bl.1 Ap. 204.
Ninguém
atendeu.
Os
pais de Megan eram representantes comerciais, geralmente estavam viajando.
Comecei a ficar realmente preocupada.
Vi
uma velhinha entrando no condomínio e segurei a porta. Entrei.
Subi
as escadas o mais rápido que pude, em alguns momentos subi dois degraus por
vez. Meu coração dava pulos.
Cheguei
à porta do apartamento e bati duas vezes. Na terceira resolvi girar a maçaneta.
Estava aberta.
Fui
entrando e vi algo que começou a arrepiar meu corpo. Havia sangue no chão. Fui
andando procurando por Megan em cada cômodo.
-
Meggy, cadê você? Meggy me responde. – Gritava tentando obter alguma resposta.
Fui
até o quarto dela, abri a porta o mais rápido que pude. Fiquei parada. Tonta.
Comecei a ter náuseas e não sabia o que fazer. Megan estava no chão, deitada em
uma pequena poça de sangue. Desacordada.