30.11.14

Capítulo XXII.

Tirei a camiseta de Richard sem ao menos pensar, e comecei a fazer carinho em suas costas. Eram extremamente lisas e estavam quentes. Ele pressionava cada vez mais o corpo contra o meu e eu estava totalmente entregue a ele naquele momento. Ricky foi tirando cada peça de roupa minha com a maior delicadeza possível, fui me entregando cada vez mais. Nunca havia ficado nua na frente de nenhum garoto, morria de vergonha até na frente das minhas amigas. Mas ali, naquele momento, eu não sentia vergonha. Richard soube me deixar totalmente a vontade e de alguma forma eu sabia o que fazer.
Sempre fantasiei esse momento. Minha primeira vez. Na hora tudo é diferente. Não sei dizer se foi melhor ou pior que eu pensei. Foi diferente. Senti coisas que eu nunca senti antes, uma mistura de vários sentimentos. Ricky sabia o que fazer em cada momento, soube fazer eu me sentir única, o que me deixou muito mais tranquila. Senti dor nos primeiros momentos mas isso foi aliviado por um enorme prazer e um sentimento de que finalmente eu havia me livrado dessas correntes que me prenderam por tanto tempo.
Quando acordei nessa manhã, só queria que minha vida ficasse normal novamente. Agora, pouco antes do dia acabar - 23:47 - o dia estava longe do normal.
Richard puxou um preservativo da mochila e por um instante pensei que aquilo poderia ser programado. Mas lembrei que uma vez Joseph disse que todo o homem andava prevenido. "Nunca se sabe", disse. Fizemos alguns barulhos e eu esqueci que estava em casa, e que meus pais poderiam estar no quarto quase ao lado. Tudo foi muito automático e eu não consegui controlar praticamente nada. Meggy sempre dizia que se você não faz barulho você não sente prazer. Definitivamente eu senti prazer.
Quando acabamos, puxei os lençóis para me cobrir e pousei minha cabeça no peito de Richard. Acabei dormindo.
...
Abri meus olhos ainda um pouco sonolenta, e toquei com a ponta dos dedos o lençol vazio ao meu lado. Sentei-me um pouco e vi o relógio, que marcava dois ponteiros para cima. Era meio-dia, ou meia-noite? Ainda estava confusa. O papel sobre a mesinha dizia “Estarei de volta daqui a pouco”. Coisa que eu muito duvidava. O cheiro de perfume e suor ainda estava no ar. E meus pelos ainda sentiam o toque macio e ao mesmo tempo gostoso de James. Nunca estive tão vulnerável quanto naquele momento. Olhei ao redor, minhas roupas estavam todas lá no chão, jogadas. Quando tentei levantar-me para pegar a mais próxima, não tive forças. Deitei novamente e sorri. Finalmente havia acontecido. Finalmente. 
Parei para pensar e um sentimento de pânico me invadiu. Eu havia transado com Richard, não com James.